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Diário de publicação - Post 2

Os minutos que antecedem o parecer crítico de algo que eu fiz, seja literatura, post, entrevista, comida, qualquer coisa, me deixam extremamente angustiada. É a insegurança minando minha saúde mental.

Mesmo recebendo retornos positivos, a angústia não se dissipa, ela continua reinando absoluta na minha cabeça, bastando uma única opinião negativa para eu me afundar em um poço de dúvidas sobre a minha real capacidade de fazer aquilo. É a síndrome do impostor mostrando sua face mais cruel.

Se engana quem pensa que a angústia vai embora no momento em que a editora me dá um feedback positivo. Pelo contrário, até o lançamento terei muitas noites sem dormir, porque eu sei que em algum momento a crítica negativa virá. Provavelmente quando o livro já estiver pronto e nada mais puder ser feito a esse respeito, eternizando minha incompetência.

Preciso de terapia, eu sei!



Fato é que eu enviei o original, a editora concordou em publicar e passamos ao estágio seguinte: as ilustrações.


Como mencionei no post anterior, as ilustrações foram um dos motivos que quase me fizeram desistir de escrever literatura infantil.

As editoras pequenas, caso da editora que irá me publicar, não arcam com os custos das ilustrações. É responsabilidade ($$) do autor cuidar dessa parte.


Na época da publicação de Infância eu não sabia nem por onde começar a procurar e a editora me indicou um profissional. Apesar da minha inexperiência, sou chata. As ilustrações foram e voltaram numerosas vezes até que estivessem exatamente do jeito que eu imaginei. Em 20 dias o livro estava pronto para ser impresso.



Com As Aventuras do Príncipe Ricardinho e do Cavalo Romão a experiência foi completamente diferente. Convidei um amigo tatuador para ilustrar o livro, que na época ainda não estava terminado. O livro demorou exatos 5 anos para ser escrito, ilustrado e publicado. É muito tempo, eu sei, mas foram muitos os motivos que levaram a isso: eu não estava focada; escrevia 500 coisas ao mesmo tempo, inclusive dois livros inteiros foram escritos nesse período; tive depressão no meio do processo, o que me fez ficar um tempão sem escrever nada; enfim, foi uma jornada longa, dolorosa e difícil.



Livro escrito e ilustrado é só publicar, né? Não, ainda tinham questões técnicas sobre as ilustrações que nós desconhecíamos e fomos aprendendo na marra, com a ajuda de um e de outro, batendo cabeça, na tentativa e erro. No final, Leonam Vianna, meu amigo de longa data, tatuador extremamente competente, fez um trabalho lindo, que ficou exatamente do jeito que eu queria e não me cobrou por isso.


(Continua)

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